sexta-feira, 18 de março de 2011

Insights

O que acontece quando vc arranca uma "casquinha" de uma ferida não cicatrizada? 

Sangra...

Pois é... esse é meu coração!
Uma ferida não cicatrizada que eu insisto em cutucar...


Meus vagos pensamentos...

Que Adão pecou a gente já sabe...
Que ele fudeu com TODO o mundo (literalmente), não é novidade, mas quer saber, Adão foi o único, o Ú-N-I-C-O HOMEM que AMOU de verdade. Não to falando amor fraternal. Mas físico.Carnal.

Ele entregou a vida eterna (burro), condenou toda sua geração (imbecil), destruiu a real possibilidade de existir um “felizes para sempre” (perdoável, já que sempre é mto tempo), e tudo por amor a uma mulher. O cara foi uma ameba retardada com Alzaimer.

E olha só, então quer dizer que desde os primórdios da humanidade já é comprovado que o AMOR não vale a pena. Que é  apenas um sentimento derivado de atitudes imbecis e mal pensadas e que não existe recompensa.
Não existe final feliz.
Não existe pote de ouro no final do arco-íris.
No fim Adão morreu sem uma costela, pobre, deprimido, desgostoso dos filhos (novidade! E algum pai ainda tem gosto pelos filhos?), e aposto que ele nem agüentava mais olhar na cara daquela Eva velha.

A verdade é que o ser humano não tem compatibilidade com o amor. Pense! Não é quimicamente, biologicamente, mentalmente nem psicologicamente preparado para o amor. Não comporta o amar!

Porque sempre sofremos por amor?
Porque sempre gostamos de quem não gosta da gente? (odeio essa regrinha desde o colégio)
Porque a pessoa por quem abrimos mão de TUUUDOO não consegue nos amar?
Porque abrimos mão de tudo, incluindo nossa personalidade própria em função de outro? (esse em casos mais dramáticos – tipo o meu)
Porque somos sempre tão carentes (os que demonstram e os que escondem mas também são) e quando aparece um alguém todo cheio de carinho essa pessoa se torna insuportavel?
Porque queremos tanto prender alguém ao nosso lado? Mas no pós relação qualquer abraço prolongado nos sufoca? (isso é só comigo?)
Porque teimamos num sentimento fracassado? Numa relação morta, doente, contaminada?
Porque? Porque? Porque?
Por que o ser humano não é pré-disposto a amor. Ele tenta. Mas não é compatível.

Enjoa.

Vira rotina.

Esfria.

Sufoca.

E ai passa a querer, desejar o que não tem mais.
É o tal do valorizar quando se perde.
Nãoooo... o valor é o mesmo. Nenhum. Só que agora você quer de volta.
Por amor?
Nãooooo... Talvez por vaidade, talvez por orgulho... com certeza por inconformidade.
Como assim perdi? Eu sou boa(m) de mais para ele(a) me deixar. Não aceito.

É mas ACABOU!
Acabou o que? Tinha realmente começado alguma coisa?

sexta-feira, 4 de março de 2011

GUILT

São as minhas atitudes e suas respectivas conseqüências no passado me tornaram o que sou hoje.

Porque eu nada mais sou que um apanhado de todas as minhas escolhas. Certas ou erradas.

Me tornei uma pessoa que tem qualidades E que tem defeitos, como qualquer outra.

Mas a maturidade que desenvolvi me ensinou algo muito importante para mim. Tenho defeitos sim. Muitos. Mas hoje aceito eles.


Cansei de pensar que meus defeitos são culpados pelo que não saiu como eu queria.

Culpa.

É uma palavra que tem um peso muito maior do que se imagina. E só que sentiu pode entender o significado das minhas palavras.

Por anos e anos, tive o péssimo habito de me sentir culpada por tudo que deu errado.

Culpada pelo namoro que não deu certo, mesmo tendo dado 100% de mim.

Culpada pelo fim de uma amizade.

Culpada por não ter sido mais presente.

Culpada por não ter aberto mão de vontades próprias para satisfazer outrem

Muito mais culpada por ir contra meus princípios justamente para satisfazer outrem.

Culpada por ter bebido demais noite passada, semana passada, mês passado, ano passado ...

Culpada por acender mais um cigarro

Culpada por ter dado aquele beijo apenas por dar.

Culpada por ter ligado pra quem não devia ou ao menos merecia minha ligação.

Culpada por não ir na igreja.

Culpada por não ler tudo que deveria.

Culpada por não ter o corpo perfeito.

Culpada não ser a amante perfeita.

Culpada por não ser a mulher perfeita.

Culpada por não ser a filha perfeita.

Culpada por não ser quem ou o que esperam que eu seja

Guilt, guilt, guilt...


Há uma leveza inexplicável em não se ter culpa.

Não faz de você alguém perfeito, porque entenda, não existe perfeição.

Isso, nunca acreditei mesmo. Não adianta procurar, ela não existe, aceite. A pessoa pode não ter determinado defeito que você abomina, mas com certeza terá outros. Fato.

Mas voltando ao ponto focal da minha analise, me sinto leve. Sem culpa. Não me culpo mais por fatos e atos.

Me tornei uma mulher adulta, integra, culta, inteligente, determinada, auto suficiente, independente, esforçada, honesta, bem humorada, extremamente carinhosa e romântica. Sem enganos, eu continuo tendo vários defeitos. Mas quem não consegue conviver com meus defeitos não é bom o suficiente para estar ao meu lado. E NÃO É POR MINHA culpa.

Meu defeito é insuportável pra você? Ótimo! Dê meia volta e procure alguém com defeitos que você possa aceitar. Simples assim.

Eu finalmente descobri onde ficava meu maldito botão do “FODA-SE” e ó... apertei...

Fato: ALIVIADA
Status: me sentindo MAIS mulher
Mode: happy