Era uma vez, um menininho e uma menininha.
O menininho e a menininha não tinham nada em comum mas decidiram escrever uma historinha juntos.
A menininha por orgulho, o menininho porque se achava “o cara”.
O menininho passou a amar a menininha, e um tempo depois ela passou a retribuir.
O menininho começou sentir ciúmes exagerado, e um tempo depois a menininha passou aceitar.
O menininho colocou a menininha na estante dele, e depois de um tempo ela passou aceitar ser só enfeite.
O menininho magoou a menininha, mas depois de um tempo a menininha achou “normal”.
O menininho deixou os amigos de lado, arrumou um bom emprego e comprou alianças.
A menininha enfrentou a família, largou a vida social e começou fazer planos.
O menininho era fofo, divertido, espirituoso, amoroso e ensinou a menininha a amar.
A menininha era romântica, parceira, carinhosa e paciente e ensinou o menininho a crescer e a cuidar.
Mas depois de um tempo o menininho ficou frio, distante, ausente e ensinou a menininha a chorar. A menininha ficou chata, grudenta, neurótica, ciumenta, possessiva e ensinou o menininho a mentir. (Será que o menininho já não sabia??)
Embora o meininho e menininha ainda tentassem escrever uma linda historinha de amor juntos, passaram a escrever um drama chato, monótono e triste.
A menininha ficou doente quando passou não se ver mais nos olhos do menininho.
O menininho enlouqueceu quando se sentiu preso.
A menininha não entendia partiu na busca dos "porques?" ou dos "e se?"
O menininho nem tentou entender e partiu na busca do "me deixa!"
Assim, o menininho matou aquela menininha meiga, romântica, paciente e parceira.
E a menininha libertou o pássaro disfarçado de menininho e desistiu de ser escritora.
Fim.
E foda-se essa merda de história ridícula.
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